Na sequência de uma série de efeitos secundários graves, incluindo infecções e mortes, a Roche e a Biogen Idec suspenderam o desenvolvimento de fase final o Ocrelizumab para o tratamento da artrite reumatóide (AR). A decisão segue uma recomendação feita pelo grupo independente Ocrelizumab RA & Lupus Data and Safety Monitoring (DSMB), com base em estudos sobre a AR e o lupus, avança o site PharmTech .
"O DSMB concluiu que o riscos de segurança superam os benefícios observados nessas populações específicas de doentes, neste momento", explicou um comunicado de imprensa. "A revisão do DSMB detectou problemas de infecção relacionado com a segurança, que incluem infecções sérias e oportunistas, algumas das quais foram fatais".
O comunicado acrescenta ainda que uma análise detalhada de todos os dados será conduzidos para " decidir o clínico do Ocrelizumab para a AR".
Este é o último de uma série de contratempos que o tratamento já enfrentou. De acordo com o comunicado de imprensa, as companhias também já suspenderam um estudo do Ocrelizumab em doentes com nefrite lúpica por causa de sinais de infecção e interromperam temporariamente um estudo envolvendo doentes com AR medicados com MTX após realizar uma avaliação dos benefícios de risco nessa população específica.
No entanto, o fármaco ainda está a ser avaliado para a esclerose múltipla e está actualmente num estudo de Fase II.
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