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24 de novembro de 2009

viver com artrite reumatoide

Viver com Artrite Reumatóide não é o fim do mundo. Haverá dias menos bons, como todas as pessoas os têm, mas não é caso para desanimar.




Acima de tudo, é necessário ter em conta estas orientações:



•nunca desista do tratamento, pois é a única forma de prevenir a progressão da doença e de esta entrar em remissão;

•nunca desista da vida, pois esta é demasiado valiosa;

•nunca desista de procurar informação e apoio; são estas as suas duas grandes armas;

•nunca baixe os braços.
 
NO DIA A DIA

AR e a depressão

A depressão é o problema psiquiátrico mais drequentemente associado à artrite reumatóide, afectando negativamente o bem-estar psicológico e a qualidade de vida do doente.



Características da AR que favorecem a depressão

•Evolução prolongada (associada a experiências de perda)

•Dor crónica vivida com sentimentos de infelicidade e desmoralização (o que nos recorda constantemente que estamos doentes)

•Incapacidade

As dificuldades de adaptação do doente surgem quando o entristecimento normal, esperável quando se perde a saúde, dá lugar a uma tristeza permanente com redução de actividades, desinteresse e incapacidade para ter prazer e visão pessimista de si mesmo e do seu futuro. Esta depressão é facilitada pelo deficiente controlo da dor, pela acumulação de outros acontecimentos de stress e pelo isolamento associado a suporte social escasso.



Adaptado de “Depressão e Artrite Reumatóide”, Dr. José A. Carvalho Teixeira (artigo publicado no boletim ANDAR n.º 14)



Exercício físico

Embora as lesões repetidas ou o excesso de uso de certas articulações influenciem o aparecimento da artrite, uma actividade regular ou moderada não aumenta o risco de desta doença aparecer. Pelo contrário, os exercício moderados, de aeróbica ou resistência, ajudam a reduzir o inchaço das articulações, alivia as dores e limita a fadiga.



Sugestões

•Para começar, procure o conselho do seu médico ou fisioterapeuta.

•Inclua no seu programa exercícios de aeróbica e de resistência.

•Caminhar é um bom exercício: faça-o num lugar seguro e calmo, como parques.

•Use sapatos de solas grossas e flexíveis que amorteçam os pés.

•Vista roupas mais leves do que se estiver parado; à medida que se exercitar, irá aquecer.
Como evitar as quedas





EM CASA


Roupa e calçado


•Os sapatos de casa ou rua devem ter solas antiderrapantes com saltos baixos, arredondados e largos.

•Evite solas demasiado espessas e acolchoadas que impedem a sensação das irregularidades do piso.

•Evite andar só com meias em casa, de chinelos, de sapatos de sola lisa ou outro material escorregadio, assim como de saltos altos.

•Evite roupa comprida (até aos pés) para não tropeçar.

•Ao vestir-se, é preferível sentar-se do que estar de pé apoiado numa só perna.





A iluminação





•Todas as assoalhadas, corredores e escadas devem ter lâmpadas com o mínimo de 60 e o máximo de 75 watts.

•As passagens mais escuras à noite podem ter apenas luzes de presença (que não são muito caras).

•Os locais mais escuros devem ter lâmpadas extras.

•Se tiver possibilidades financeiras, instale iluminação activada pelo movimento nas passagens mais escuras.

•Dê tempo aos seus olhos para se adaptarem quando passar de áreas iluminadas para as zonas escurecidas.





Na cozinha





•Arrume os utensílios de cozinha que usa com mais frequência sempre à mão

•Para transportar mais do que um objecto em segurança, é útil ter um carrinho

•As mesas e bancadas onde habitualmente trabalha devem ser fortes e estáveis para aguentar o seu peso no caso de ter de se apoiar

•Se a cozinha for pouco arejada, deverá instalar um ventilador ou exaustor para melhorar a ventilação

•Se tiver disponibilidade, instale um forno de parede em vez de um baixo

•Para alcançar sítios mais altos a fim de recolher objectos necessários, utilize um escadote de base larga e bem seguro



EM VIAGEM

Praia, campo ou termas?

Qual o destino de férias mais adequado para os doentes reumáticos?

Saiba quais são são os benefícios e os inconvenientes dos principais destinos de férias.



Praia

Apesar de ser um destino muito apetecido, é importante alertar que a praia está totalmente contra-indicada em algumas doenças reumáticas, devido às radiações ultravioletas que podem agravar o estado dos doentes. É o caso, por exemplo, do lúpus eritematoso sistémico. Além disso, também alguns doentes com artrite reumatóide, espondilite anquilosante e, de uma maneira geral, com doenças reumáticas inflamatórias e crónicas, em fase de agudização, pioram na praia.



Os doentes reumáticos que podem, de facto, tirar partido de férias na praia são os que sofrem de osteoporose, uma vez que a luz solar activa a vitamina D da pele, necessária para que os ossos absorvam o cálcio. Os doentes com osteoartrose também podem beneficiar da praia, já que o calor proporciona relaxamento muscular.



No entanto, em todos os casos, é necessário tomar algumas precauções:

•sempre que estiverem deitados ou sentados na areia devem adoptar uma postura correcta;

•a natação e a mobilização das articulações dentro de água são benéficas (caso a temperatura da água seja superior a 20-22º);

•a exposição solar deve ocorrer entre as 09h e as 11h e entre as 17h e as 19h.


Termas

As termas são, há muito, conhecidas pelos seus benefícios no tratamento das doenças reumáticas. Apesar de não existir uma base científica que explique este facto, a verdade é que os doentes artrósicos revelam melhorias nos meses que se seguem ao tratamento termal. No entanto, este tipo de tratamento é útil apenas em relação às artroses ou a certos tipos de doença reumática inflamatória crónica, como a artrite reumatóide ou a espondilite anquilosante; nestes casos, a mobilização das articulações afectadas na água termal quente pode ser uma ajuda na reabilitação.



O tratamento termal é desaconselhado a doentes com doença reumática inflamatória aguda e crónica agudizada.



Noutros locais


A montanha pode ser uma boa opção no Verão, mas no Inverno é desaconselhável.


•O campo é uma excelente escolha para os doentes reumáticos.


•Um hotel com piscina aquecida que permita aos doentes mobilizar as articulações e nadar é sempre uma boa opção.


•Para os doentes reumáticos que gostem de viajar, a melhor opção é o comboio, devendo evitar viagens de automóvel.


FONTE: andar-reuma

3 comentários:

silvana disse...

obrigada, sua postagem foi muito útil, pois tenho artrite reumatóide e estou sempre procurando conselhos de como viver melhor.

Teresa Calisto Fernandes disse...

Obrigada pelas dicas tão uteis que partilhou. São coisas tão simples mas tão importantes que muitas vezes desvalorizamos. Colocar em pratica estes sugestões torna a nossa vida muito mais fácil,logo ajuda-nos a viver melhor.
Bem haja por este trabalho.

Ju Amo disse...

olá! gostaria de divulgar um grupo no facebook que criei para portadores de AR.
https://www.facebook.com/groups/194341700589511/

Obrigada!!