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11 de agosto de 2010

Ola..novidades de mim !!

Eu cá vou estando,uns dias melhores outros piores,ja faz 3 meses que fui operada ao lipoma da mao esquerda,tbm ja fiz fisioterapia,mas o dedo nao recuperou totalmente.Ainda esta com a sensaçao de choque e doi!
A artrite reumatoide aparentemente esta controlada,a fibromilagia pronto!....tenho recaidas,e noto que tem vindo a ser mais fortes :( .
De a 1 mes para ca tenho tido imensas dores no braço direito,nao fazia a minima o que era,tem vindo a piorar e nem com pomadas,pomadinhas,punhos elasticos nada!!
Ou seja tendinite no pulso que me tem tirado noites e noites de sono :( :(
aguardar pelo que o ortopedista ira dizer em relaçao a isto !!


20 de julho de 2010

Estudo diz que a fibromialgia vem acompanhada de risco de suicídio


Segundo pesquisadores, pessoas com fibromialgia não tem só fibromialgia. Eles alertam os médicos que tratam desses pacientes para ficarem atentos a sinais de depressão e de tendências suicidas.
Pacientes com fibromialgia sofrem de dor generalizada e têm pontos sensíveis que são dolorosos ao toque. Não há cura para a doença e a medicação muitas vezes não é útil. Dessa forma, a dor se torna ruim o suficiente para perturbar a vida cotidiana dos pacientes durante anos. Cerca de 90% das pessoas com a doença são mulheres.
Os investigadores descobriram que o risco de morte por suicídio era dez vezes maior nas mulheres diagnosticadas com esta condição de dor crônica do que na população em geral. As taxas de doenças psiquiátricas também eram mais altas, e foi encontrado um risco maior do que a média de morte por doença hepática e acidente vascular cerebral.
Os autores do estudo dizem que é necessário avaliar os pacientes com a doença para detectar a presença de transtornos psiquiátricos, especialmente transtornos de humor e ansiedade. Mas essas outras doenças psiquiátricas, que muitas vezes ocorrem em conjunto com a fibromialgia, podem não ser a única explicação para as altas taxas de suicídio.
Nenhum dos pacientes do estudo que se suicidaram tinham um histórico de doenças psiquiátricas antes de serem diagnosticadas com fibromialgia. A alta taxa de suicídio pode estar ligada à depressão nesses pacientes, ou a anti-depressivos que são conhecidos por acarretar o risco de suicídio.
Os estudiosos ainda dizem que muitos desses pacientes não tomam os medicamentos anti-depressivos por causa dos efeitos colaterais, ou porque não se sentem deprimidos. A dor pode ser um dos principais motivos para o suicídio em si.
As maiores taxas de suicídio também foram encontradas em quem estava cansado o tempo todo, e muitas pessoas com fibromialgia queixam-se de problemas de sono e fadiga.
Algumas mulheres no estudo morreram de doença hepática. Não está claro o que causou a taxa mais elevada de doença hepática nessas pacientes, mas pessoas com fibromialgia têm maior probabilidade de ter excesso de peso e não podem fazer muito exercício por causa de sua dor muscular, o que os leva a um maior risco de problemas cardíacos


5 de junho de 2010

POR FAVOR ASSINEM

 
Caros Amigos,
Acabei de ler e assinar esta petição online:
«Reconhecimento da Fibromialgia como Doença Crónica e Incapacitante»
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N2327
Eu pessoalmente concordo com esta petição e acho que também podes concordar.
Subscreve a petição aqui http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N2327 e divulga-a pelos teus contactos.
Obrigado. assinem por favor e um direito a nos fibromialgocos que nos assiste


Avança estudo inédito sobre fibromialgia

ACTUALIDADEAvança estudo inédito sobre fibromialgia  «  Actualidade  « Página Inicial |


Hoje é o Dia Mundial da Fibromialgia. Doença já afecta 3,7% de portugueses e vai ser alvo de um estudo inédito realizado na Faculdade de Motricidade Humana.






O exercício físico pode ser um tratamento ideal para a doença
O exercício físico pode ser um tratamento ideal para a doença
Cada vez mais pessoas são afectadas pela fibromialgia. A doença é uma síndrome de dor crónica caracterizada por dor muscular, sono não reparador, rigidez, fadiga, depressão, ansiedade e dor à pressão em 18 pontos específicos.
Em Portugal 3,7% da população já sofre da fibromialgia, para a qual não existe uma intervenção terapêutica específica. A causa e natureza da fibromialgia não é conhecida.
Os especialistas sugerem alterações do processamento da dor a nível do sistema nervoso central, alterações hormonais e alterações da função do sistema nervoso autónomo e dos sistemas de resposta ao stress, na vulnerabilidade à fibromialgia ou na expressão dos sintomas. E os pacientes tanto são seguidos por neurologistas como por reumatologistas.
Diferentes programas de actuação têm sido propostos, desde terapia farmacológica a não farmacológica, com o objectivo de diminuição dos sintomas, aumento da qualidade de vida e capacidade funcional. Têm-se realizado diferentes investigações sobre estas intervenções, mas conclui-se que essas apenas diminuem os sintomas em menos de 50%.

Exercício físico melhora condições de vida dos pacientes


Nesse campo, o exercício físico tem vindo a ser cada vez mais aceite como forma de intervenção. Vários estudos já realizados com base nas definições do Colégio Americano de Medicina Desportiva mostram evoluções muito positivas, sem que contudo tenha sido estabelecida a intensidade ideal do treino.
Esse é o objectivo de um estudo inovador que Maria da Lapa Rosado, fisioterapeuta, licenciada em Bi-etápica em Fisoterapia com tese na área da fibromialgia, se prepara para iniciar na Faculdade de Motricidade Humana da Faculdade Técnica de Lisboa. O estudo, que faz parte de uma tese de mestrado, vai fazer a avaliação do exercício em pessoas com fibromialgia e, ao  mesmo tempo, proporcionar-lhes autonomia e a modificação dos seus hábitos e estilos de vida, ao determinar que tipo de treino se adequa a cada paciente.
Os resultados, admite Maria da Lapa, permitirão, ao fim de seis meses de testes, o "aumento da mobilidade funcional, a melhoria na saúde metabólica, no bem-estar físico e mental dos doentes participantes nesta avaliação".
O estudo destina-se a fibromiálgicos com mais de 18 anos, não comporta custos financeiros e está associado a um conjunto alargado de projectos de investigação científica na área da saúde.
Os doentes que queiram usufruir desta avaliação devem contactar a Faculdade de Motricidade Humana através do email admrosado@fmh.utl.pt.


Obesidade aumenta o risco de fibromialgia em mulheres



Pesquisadores da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia indicam que há uma associação entre o nível de exercício físico que uma pessoa pratica e o desenvolvimento de fibromialgia. Mas o Índice de Massa Corpórea (IMC) também parece ser um fator de risco independente que influencia negativamente a mesma condição.

O estudo, publicado no periódico Arthritis Care & Research e liderado por Paul Mork, mostrou que mulheres que indicavam se exercitar quatro vezes por semana, tinham 29% menos riscos de desenvolver a fibromialgia. E um estudo complementar mostrou que quanto maior o IMC, maiores os riscos de um futuro desenvolvimento da doença. A combinação de ambos foi descrita pelos pesquisadores como uma grande desvantagem para os indivíduos no tocante ao combate dos fatores de risco para a condição.

Apesar da relação causal entre IMC e a fibromialgia não ter sido explicada ainda, alguns estudos sugerem que as proteínas inflamatórias (as citoquinas) podem ser a chave para a questão. Outra hipótese são os problemas relacionados ao chamado sistema hipotalâmico-pituitário-adrenal (HPA), comum a ambas as condições.

Mas a hipótese que norteou o estudo norueguês tem a ver com a redução do tônus muscular simpático – um dos responsáveis pelas batidas do coração – também observado tanto em pacientes com fibromialgia quanto em pacientes obesos.

“Os resultados dos estudos anteriores, combinados com o que observamos, podem indicar que uma rotina regular de exercícios físicos melhora a resposta física e ajuda a combater condições que atinjam o conjunto muscular-esquelético, que podem estar relacionadas ao desenvolvimento da fibromialgia.

com informações da Wiley-Blackwell

Fibromialgia difícil de diagnosticar



Um estudo internacional, apresentado este mês em Paris, revela que os doentes com fibromialgia esperam entre 1,9 e 3,7 anos (Espanha), e consultam dois a quatro médicos, até a doença ser diagnosticada, desde o dia em que se queixam pela primeira vez dos seus sintomas. Também dois terços dos médicos de clínica geral e metade dos especialistas declararam que a fibromialgia é "muito difícil" de diagnosticar.


Estima-se que a fibromialgia atinja 3,6 por cento da população portuguesa, com maiorprevalência nas mulheres (87 por cento).

Patrocinado pela Pfizer, o estudo foi conduzido em oito países, com base num inquérito a 800 doentes e 1622 médicos. Em todos os países europeus, e no México, a maioria dos doentes declarou que a síndrome tem um impacto "forte" e "muito forte" na sua qualidade de vida (82 por cento em Espanha e na Holanda).

Na Europa, um em cada cinco doentes afirma não conseguir trabalhar e auferir o rendimento habitual devido ao impacto da sua fibromialgia.

A fibromialgia é uma doença reumática de causa desconhecida e naturezafuncional que origina dores generalizadas nos tecidos moles, sejam músculos, ligamentos ou tendões, não afectando as articulações, ou os ossos. A dorcausada é acompanhada por alterações quantitativas e qualitativas do sono, fadiga, cefaleias e alterações cognitivas, por exemplo a perda de memória e dificuldade de concentração, irritabilidade e, em cerca de 1/3 dos casos, dedepressão.

De acordo com Cristina Seabra, da Associação Myos, ao nível do posto de trabalho, "as tarefas são habitualmente bem toleradas por um curto período de tempo, mas serão factores de agravamento se efectuadas durante demasiado tempo".

Para este trabalhadores, "a rotatividade durante um dia de trabalho, e a flexibilidade de horários" é recomendada.

O conhecimento dos sinais de alerta torna possível a intervenção precoce e as prevenções secundária e terciária, evitando o agravamento da fibromialgia. Estão identificadas as características da personalidade pró-dolorosa: trabalhadores dedicados, indivíduos com actividade excessiva, perfeccionismo compulsivo, entre outras. Em Portugal, Margarida Barroso e Maria Elisa são duas conhecidas figuras públicas que sofrem de fibromialgia.

Contactos: Myos - Associação Nacional Contra a Fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crónica www.myos.pt


Nova forma de tratamento da artrite reumatóide Estudo do IMM realizado em modelo animal



2010-05-11

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Articulação (vista ao microscópio) do tornoselo <br> e da base dos pés de animais com artrite
Articulação (vista ao microscópio) do tornoselo
e da base dos pés de animais com artrite
Uma equipa de investigadores do Instituto de Medicina Molecular (IMM) publicou na prestigiada revistaPLosOne um estudo onde descrevem um tratamento eficaz na prevenção da artrite crónica em ratinhos. Os autores mostraram que o tratamento com o anticorpo específico (o anti-CD4: Medicamento biológico que bloqueia a molécula CD4 na superfície dos glóbulos brancos) não só previne o aparecimento de artrite em roedores saudáveis, como impede a progressão da doença nos ratos já doentes. Os resultados são relevantes porque o efeito protector tem longa duração e o modelo animal usado tem muitas semelhanças com a artrite reumatóide humana.

A artrite reumatóide é uma doença auto-imune crónica caracterizada pela inflamação/destruição das articulações que provoca incapacidade progressiva do doente e está associada a mortalidade prematura. Uma combinação de causas genéticas e ambientais contribuem para o aparecimento da doença, que, a nível biológico, se caracteriza por uma resposta imunitária complexa envolvendo uma série células diferentes incluindo vários tipos de linfócitos (glóbulos brancos).

No estudo ontem publicado, os investigadores basearam-se num modelo de ratinho usado para estudar este problema nas articulações, que trataram com o anticorpo cuja actividade terapêutica queriam testar, num processo genericamente denominado por imunoterapia.

Luís Graça
Médico e investigador, sendo actualmente o director da Unidade de Imunologia Celular do IMM e professor de Imunologia na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. O investigador doutorou-se me Imunologia, em 1995, pela Universidade de Oxford, Reino Unido, tendo realizado pós-doutoramento em Oxford e Perth, Austrália.
A pesquisa de inflamações e a quantificação de moléculas características de processos inflamatórios – ambas indicadoras de artrite reumatóide – em ratinhos tratados e de controlo, permitiram-lhes perceber de que forma a imunoterapia testada influencia o aparecimento ou desenvolvimento da doença.

Os resultados da investigação mostraram que a administração do anticorpo anti-CD4 alterava o equilíbrio entre dois tipos de células do sistema imunitário, favorecendo a imunotolerância (estado normal do organismo em que este não causa danos às componentes do corpo, como as articulações, mas permanece competente para combater infecções), dificultando o desenvolvimento de doenças auto-imunes, como a artrite reumatóide.

O estudo mostrou ainda que este efeito não compromete, por seu lado, a capacidade do sistema imunitário do ratinho reagir, simultaneamente, contra agentes inflamatórios/ infecciosos externos (imunocompetência). “Esta não é a primeira vez que se usam anticorpos deste tipo como terapia para doenças auto-imunes, mas os resultados têm sido modestos. Daí a relevância de mostrar que esta terapia pode ser eficaz na prevenção de um modelo animal de artrite reumatóide”, afirma Luís Graça, investigador do IMM que liderou o estudo.