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11 de abril de 2011

Artrite reumatóide: 40% gasta mais de 100 euros por mês



Mais de 40 mil portugueses sofrem desta doença


Mais de 40 por cento dos doentes com artrite reumatóide (AR) gastam entre 100 a 150 euros por mês em medicamentos. A conclusão é de um estudo realizado pela Associação Nacional de Doentes com Artrite Reumatóide (ANDAR), divulgado por ocasião do dia nacional da doença, que se assinala terça-feira.
O inquérito ao Impacto Socioeconómico e Laboral da Artrite Reumatóide concluiu que 41,9 por cento dos doentes com AR gastam mensalmente entre 100 Euros a 150 Euros por mês com a doença. Nestes números não estão ainda incluídos gastos com consultas, tratamentos e cirurgias.

Mais de metade dos inquiridos (51 por cento) encontra-se reformado, sendo a média de abandono da actividade profissional de oito anos após a detecção da doença. Quase metade destes reformados (47,7 por cento) tem uma pensão ou reforma com valores entre os 200 e os 500 euros.

A presidente da ANDAR, Arsisete Saraiva, disse numa nota citada pela Lusa que os custos do tratamento da AR são elevados para o país. E alerta que o adiamento de tratamentos eficazes «resulta numa maior despesa para o Estado».

«Estes doentes consomem mais medicação, são mais vezes internados, têm mais períodos de incapacidade para o trabalho e para as actividades da vida diária, necessitam de maior assistência familiar, aumentando o número de reformas antecipadas e gerando mais custos para a sociedade», salientou.

Arsisete Saraiva denuncia ainda que «nem todos os Hospitais estão a cumprir a cem por cento» a dispensa gratuita de medicamentos nos serviços farmacêuticos dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, como indica a lei.

A artrite reumatóide é uma doença potencialmente incapacitante, que atinge principalmente as articulações, provoca dor intensa e impossibilita a realização de alguns movimentos.

Mais de 40 mil portugueses são afectados por esta doença, que tem maior prevalência nas mulheres do que nos homens e é de causa ainda desconhecida.

O inquérito foi realizado junto de 1.100 doentes de vários pontos do país. 84 por cento dos inquiridos são mulheres e 16 por cento homens, com uma média de idades de 55 anos

de volta

apos alguma tempo ausente,volto.
a minha vida mudou e mudou em tudo,para pior!
agora caminho 5 minutos fico logo exausta,faço qualquer coisa sinto me extremamente cansada,e horrivel.
tenho dores,desde que estou doente acho que nunca deixei de ter um dia sem dores,nunca mais tive uma dia igual como aqueles que tinha antes de estar doente.
a minha filha tem crescido sabendo as limitações que a mae tem,que a dias que eu estou mais ou menos bem disposta outros que estou insuportável,que nao tenho paciência nenhuma,nem para ela (desculpa filha,eu amo-te muito)
sinto me incompreendida por algumas pessoas ainda mas pronto isso passa ao lado kkkkk
nao trabalho,nao consigo estar a trabalhar pois as dores no dia a seguir sao mais que muitas mas infelizmente quem nao as tem nao entende quem as tem,e pensam que não trabalhamos so pq nao queremos trabalhar,enfim.
mas a crise instalou se so tenho o marido a trabalhar,e para ajudar ca em casa decidi vender umas coisinhas.
se quiserem visitar e passar a palavra o meu blog é este a A lojinha da T  OBRIGADO

18 de outubro de 2010

Portugueses descobrem «luz» no combate à artrite reumatóide


Investigadores da Universidade de Coimbra desenvolveram um trabalho que abre perspectivas ao tratamento«Os ratinhos sujeitos a este novo tratamento apresentaram melhorias significativas na inflamação das articulações uma semana após a administração de anticorpos que bloqueiam as células T CD8+», acrescenta.

A investigação já está centrada na análise de amostras de células colhidas de doentes, e no desenho de um fármaco que possa tratar a doença, revelou à agência Lusa a coordenadora da investigação, Margarida Souto-Carneiro.
Segundo a investigadora, esta doença, mais frequente entre as mulheres, afectará cerca de meio milhão de pessoas na União Europeia
.

Mais de sete em cada dez pessoas com artrite reumatóide têm o seu desempenho profissional seriamente afectado por esta doença incapacitante que ataca sobretudo mulheres, revela um estudo desenvolvido pela Associação Nacional dos Doentes com Artrite Reumatóide (ANDAR).
O estudo, apresentado hoje, Dia Internacional das Doenças Reumáticas, na Assembleia da República, revela que a artrite reumatóide provoca alterações médias a extremas no desempenho profissional de mais de 70 por cento dos doentes em idade activa, entre os 35 e os 65 anos.

Esta análise, feita com o propósito de analisar o perfil dos doentes com artrite reumatóide em Portugal, revela que a patologia afecta sobretudo as mulheres, em idade activa, e tem grandes impactos no desempenho funcional e profissional dos doentes.

As alterações na vida laboral “traduzem-se sobretudo em absentismo - baixas e redução do tempo de trabalho - e em reformas antecipadas, com os impactos pessoais e socioeconómicos daí decorrentes”.

“Os dados recolhidos junto de 1064 doentes apontam, ainda, para dificuldades na realização das actividades do dia-a-dia, mesmo em idades mais jovens, com mais de 60 por cento dos doentes a referir alguma ou muita dificuldade em realizar a maior parte das actividades referidas, o que se reflecte num grande impacto na condição emocional dos doentes”.

Durante a tarde decorrerá no Centro Cultural de Belém um workshop sobre “As doenças reumáticas em Portugal” organizado pelo Programa Nacional Contra as Doenças Reumáticas, pela Liga Portuguesa contra as Doenças Reumáticas, pela Sociedade Portuguesa de Reumatologia e pela ANDAR.

Este encontro reúne especialistas e doentes num encontro em que se pretende explicar o que são as doenças reumáticas, a necessidade do seu diagnóstico atempado e o impacto económico e social que estas patologias representam para o país.

Os especialistas alertam que Portugal tem uma das piores taxas de cobertura de reumatologistas na Europa e que apesar do “esforço em aumentar as vagas para a formação de novos especialistas pelos hospitais, o Estado não abre as vagas nesta área da medicina”.

O número de médicos é fundamental para que o diagnóstico seja feito de forma precoce, evitando maiores danos provocados pela doença, mas neste momento o diagnóstico de artrite reumatóide é feito em Portugal, em média, seis anos após o início das queixas.

No caso da espondilite anquilosante e em outras espondilartrites o tempo entre o início das queixas e o diagnóstico é de cerca de oito anos.

De acordo com últimos dados da Sociedade Portuguesa de Reumatologia e da Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas, um em cada três portugueses terá em qualquer fase da sua vida uma doença reumática o que representa uma prevalência de 30 por cento na população. Estas queixas atingem cerca de um milhão e 700 mil mulheres e 970 mil homens.

7 de outubro de 2010

entrega da petiçao

No passado dia 20 de Setembro de 2010,as 16 horas fomos a Assembleia da Republica, entregar a Petiçao para reconhecimento da fibromialgia como doença cronica e incapacitante,ao Dr Jaime Gama fomos muitissimo bem recebidas.
A esperança e a ultima a morrer


Ontem dia 6 de Outubro tivemos uma audiencia com o Dr Costa Leal,dos assuntos da politica da saude,e que correu muito bem tambem

17 de setembro de 2010

Noticias diario de noticias

ASSEMBLEIADiário de Notícias

Petição em defesa de doentes com fribromialgia

  
Um grupo de doentes com fribromialgia entrega segunda-feira a Jaime Gama uma petição para que os deputados alterem a lei no sentido de considerar a fribromialgia como "uma doença incapacitante". Mais de seis mil pessoas já assinaram o documento, que também será enviado à ministra da Saúde e ao Presidente da República .
A doença afecta cerca de 300 mil portugueses e atinge em especial as mulheres entre os 20 e os 50 anos. O sexo feminino é cinco a nove vezes mais afectado do que o sexo masculino. A fribromialgia é uma síndrome musculoesquelética crónica, não inflamatória e de causa desconhecida.
Célia Martins é uma das promotoras do grupo e da petição e explica que o objectivo "conseguir que as pessoas que têm fribromialgia possam reformar-se".
A doença é considerada crónica na lista nacional, mas o que os subscritores alegam é que não têm condições para trabalhar e que, muitas vezes, se sentem incompreendidos pela sociedade , até, por alguns médicos.
"Lutamos e continuamos a lutar para que todos tomem consciência de que a fibromialgia é uma doença que impõe limitações, tanto na vida profissional como na vida privada. Lutamos diariamente contra dores insustentáveis, que tantas vezes nos tiram a vontade de viver e nos obrigam a questionar: Porquê nós?", lê-se na petição.
Até ontem à noite, 6122 pessoas tinham subscrito a petição, que será entregue ao presidente da Assembleia da República, documento que está dirigido à ministra da Saúde, Ana Jorge.
Os doentes escrevem que "as dores são generalizadas, outras localizadas, como por exemplo, costas, ombros, pescoço, rosto, cabeça, ancas, pernas, joelhos, mãos e peito. São dores que provocam mal-estar e incapacidade geral e que não permitem "dormir um sono reparador", pois as pessoas sentem-se permanentemente fatigadas. E argumentam que não têm condições para continuar a trabalhar, mas que o facto de a doença apenas ser considerada crónica não possibilita a atribuição da reforma antecipada". E muitos são obrigados a optar por "baixa médica não remunerada ou a abandonar os empregos".