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5 de novembro de 2015

Jovem morre congelada em tratamento de crioterapia

A morte de uma jovem de 24 anos está a levantar dúvidas sobre a segurança da crioterapia. O cadáver de Chelsea Ake-Salvacion foi encontrado depois de se ter submetido ao tratamento, numa clínica em Nevada, nos EUA, e, alegadamente, a mulher terá morrido congelada. 

Chelsea Ake-Salvacion trabalhava na clínica Rejuvenice, que oferecia este tipo de terapia aos atletas, que envolve o uso de temperaturas muito baixas para ajudar a aliviar a inflamação dos músculos. A jovem decidiu experimentar a crioterapia e, sem supervisão, entrou na máquina. 

O corpo da mulher foi encontrado no dia seguinte. 

As autoridades norte-americanas ainda não divulgaram pormenores sobre a morte da jovem, mas, de acordo com aCNN, pensa-se que a Chelsea tenha inalado o vapor de nitrogénio, que emana do equipamento, desmaiando de seguida. A longa exposição às baixas temperaturas fez com que congelasse. 

A clínica sublinha, no entanto, que o tratamento não é prejudicial à saúde, quando usado corretamente. 
 
“Acreditamos firmemente nos tratamentos de crioterapia, em todo o corpo, para ajudar a gerir a dor, na recuperação dos atletas,  desintoxicação e para uma variedade de outras doenças. Milhões de tratamentos já foram executados com segurança no mundo, por mais de 20 anos”, disse Rejuvenice, num comunicado.

Mas as certezas da clínica são mais firmes que as dos cientistas, que garantem ainda não poder prever a utilização desta terapia na saúde futura dos pacientes. Para além disto, não há provas que a crioterapia funcione melhor, no alívio das dores, do que o gelo. 

O tratamento consisite em entrar numa cápsula cilíndrica de metal, a menos de cem graus negativos, durante dois a três minutos. 

A terapia promete, para além de ser um analgésico, ajudar a recuperar de doenças e fadiga, assim como melhorar o aspeto da pele, reduzindo as rugas. Foi o primeiro tratamento para a artrite reumatoide e já foi usada, inclusive, para tratar lesões cancerígenas na pele.

11 de abril de 2011

Artrite reumatóide: 40% gasta mais de 100 euros por mês



Mais de 40 mil portugueses sofrem desta doença


Mais de 40 por cento dos doentes com artrite reumatóide (AR) gastam entre 100 a 150 euros por mês em medicamentos. A conclusão é de um estudo realizado pela Associação Nacional de Doentes com Artrite Reumatóide (ANDAR), divulgado por ocasião do dia nacional da doença, que se assinala terça-feira.
O inquérito ao Impacto Socioeconómico e Laboral da Artrite Reumatóide concluiu que 41,9 por cento dos doentes com AR gastam mensalmente entre 100 Euros a 150 Euros por mês com a doença. Nestes números não estão ainda incluídos gastos com consultas, tratamentos e cirurgias.

Mais de metade dos inquiridos (51 por cento) encontra-se reformado, sendo a média de abandono da actividade profissional de oito anos após a detecção da doença. Quase metade destes reformados (47,7 por cento) tem uma pensão ou reforma com valores entre os 200 e os 500 euros.

A presidente da ANDAR, Arsisete Saraiva, disse numa nota citada pela Lusa que os custos do tratamento da AR são elevados para o país. E alerta que o adiamento de tratamentos eficazes «resulta numa maior despesa para o Estado».

«Estes doentes consomem mais medicação, são mais vezes internados, têm mais períodos de incapacidade para o trabalho e para as actividades da vida diária, necessitam de maior assistência familiar, aumentando o número de reformas antecipadas e gerando mais custos para a sociedade», salientou.

Arsisete Saraiva denuncia ainda que «nem todos os Hospitais estão a cumprir a cem por cento» a dispensa gratuita de medicamentos nos serviços farmacêuticos dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, como indica a lei.

A artrite reumatóide é uma doença potencialmente incapacitante, que atinge principalmente as articulações, provoca dor intensa e impossibilita a realização de alguns movimentos.

Mais de 40 mil portugueses são afectados por esta doença, que tem maior prevalência nas mulheres do que nos homens e é de causa ainda desconhecida.

O inquérito foi realizado junto de 1.100 doentes de vários pontos do país. 84 por cento dos inquiridos são mulheres e 16 por cento homens, com uma média de idades de 55 anos