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17 de setembro de 2010

Noticias diario de noticias

ASSEMBLEIADiário de Notícias

Petição em defesa de doentes com fribromialgia

  
Um grupo de doentes com fribromialgia entrega segunda-feira a Jaime Gama uma petição para que os deputados alterem a lei no sentido de considerar a fribromialgia como "uma doença incapacitante". Mais de seis mil pessoas já assinaram o documento, que também será enviado à ministra da Saúde e ao Presidente da República .
A doença afecta cerca de 300 mil portugueses e atinge em especial as mulheres entre os 20 e os 50 anos. O sexo feminino é cinco a nove vezes mais afectado do que o sexo masculino. A fribromialgia é uma síndrome musculoesquelética crónica, não inflamatória e de causa desconhecida.
Célia Martins é uma das promotoras do grupo e da petição e explica que o objectivo "conseguir que as pessoas que têm fribromialgia possam reformar-se".
A doença é considerada crónica na lista nacional, mas o que os subscritores alegam é que não têm condições para trabalhar e que, muitas vezes, se sentem incompreendidos pela sociedade , até, por alguns médicos.
"Lutamos e continuamos a lutar para que todos tomem consciência de que a fibromialgia é uma doença que impõe limitações, tanto na vida profissional como na vida privada. Lutamos diariamente contra dores insustentáveis, que tantas vezes nos tiram a vontade de viver e nos obrigam a questionar: Porquê nós?", lê-se na petição.
Até ontem à noite, 6122 pessoas tinham subscrito a petição, que será entregue ao presidente da Assembleia da República, documento que está dirigido à ministra da Saúde, Ana Jorge.
Os doentes escrevem que "as dores são generalizadas, outras localizadas, como por exemplo, costas, ombros, pescoço, rosto, cabeça, ancas, pernas, joelhos, mãos e peito. São dores que provocam mal-estar e incapacidade geral e que não permitem "dormir um sono reparador", pois as pessoas sentem-se permanentemente fatigadas. E argumentam que não têm condições para continuar a trabalhar, mas que o facto de a doença apenas ser considerada crónica não possibilita a atribuição da reforma antecipada". E muitos são obrigados a optar por "baixa médica não remunerada ou a abandonar os empregos".