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18 de agosto de 2010

Artrite reumatóide aumenta risco cardíaco

A artrite reumatóide é uma doença inflamatória que afeta todo o corpo.
“Provoca dor, rigidez, inchaço e perda de movimento nas articulações. É uma doença auto-imune em que os tecidos que revestem as articulações sofrem com inflamações”, explica o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo), que participou do Eular, European League against Rheumatism - Congresso Anual da Liga Européia contra o Reumatismo - evento que reuniu especialistas do mundo inteiro em Roma. Um trabalho dinamarquês apresentado durante o Eular 2010 sugere que o paciente com artrite reumatóide apresenta um risco seis vezes maior de sofrer um enfarte do miocárdio. Este risco é maior entre mulheres com menos de 50 anos. A artrite reumatóide é uma doença auto-imune que afeta cerca de 1,3 milhões de americanos.

De acordo com o Instituto Nacional de Artrite e Doenças Osteomusculares e de Pele, embora seja, muitas vezes, reconhecida como uma condição inflamatória que causa dor, inchaço, rigidez e perda de função das articulações, a artrite reumatóide também pode ter impacto em outras partes do corpo. Algumas pessoas com artrite reumatóide, por exemplo, desenvolvem anemia, dor de garganta, olhossecos, boca seca, vasculite, pleurisia e pericardite. “A artrite reumatóide é também um fator de risco conhecido para o endurecimento das artérias, que pode levar a ataques cardíacos e derrames dez anos mais cedo do que em pessoas que não têm artrite”, revela Sérgio Lanzotti.
 

17h40 Sábado, 31 de Julho de 2010 tamanho d Medicamento para artrite reumatoide pode ajudar em casos de tuberculose

A tuberculose infecta entre oito e dez milhões de pessoas todos os anos, mata dois milhões e é altamente contagiosa, pois se espalha por meio de tosses e espirros. Muitos portadores nem sabem que têm a doença porque, muitas vezes, não há sintomas. Agora, pesquisadores no Canadá descobriram que drogas já disponíveis no mercado podem evitar que a doença se espalhe. 

A habilidade da bactéria causadora da tuberculose persistir em um indivíduo com um sistema imune aparentemente normal sugere que o micro-organismo desenvolveu estratégias para enganar a imunidade humana. 

A bactéria entra no corpo por inalação. Nos alvéolos pulmonares, os macrófagos (tipo de célula branca) inicialmente reconhecem a bactéria e as engolem. O processo é um dos vários disponíveis pelo sistema imune. Contudo, a bactérias da tuberculose conseguem sobreviver e reproduzir-se dentro dos macrófagos; depois disso, explodem a célula hospedeira, espalhando a infecção pelo corpo. 

A forma como os macrófagos infectados morrem é um fator determinante no desenvolvimento da imunidade à doença. Macrófagos podem induzir apoptose, um tipo de morte celular que mantém a membrana intacta, aprisionando as bactérias e inviabilizando sua propagação. No entanto, a bactéria da tuberculose induz outro tipo de morte celular chamado necrose, que causa morte pela ruptura das membranas celulas, permitindo o escape dos parasitas. 

O tipo de morte dos macrófagos depende do equilíbrio entre tipos de eicosanoides, moléculas que contribuem para o controle do sistema imune. O código genético da bactéria faz com que esse equilíbrio favoreça a necrose. Agora análises genéticas em humanas, lideradas Maziar Divangahi, da Universidade McGill, em Montréal, Canadá, revelaram que modificações na produção de eicosanoides estão associadas a maior susceptibilidade ou resistência a tuberculose. 

A boa notícia é que já existem medicamentos que modificam a produção de eicosanoides. As drogas são usadas no tratamento de artrite reumatoide, doença autoimune em que o próprio sistema imune do indivíduo ataca suas articulações, causando inflamações. O próximo passo da pesquisa de Divangahi é avaliar como essas drogas agem no tratamento de tuberculose. 

O estudo foi publicado na revista "Nature Immunology". 



Vacinas não aumentam o risco de desenvolver artrite reumatóide


10/08/2010 10h14

Não parece haver qualquer associação entre a vacinação de rotina em adultos e o risco aumentado de desenvolver artrite reumatóide. A notícia foi destaque da edição revista Annals of the Rheumatic Diseases.

Pesquisadores suecos, liderados por Camilla Bengtsson, do Instituto Karolinska, em Estocolmo, na Suécia, analisaram o histórico de vacinação de 2.000 pessoas, com idades entre 18 e 70 anos. Neste grupo, estavam pessoas com artrite reumatóide e pessoas sem a doença. 

Nos históricos de vacinação analisados pelos cientistas estavam vacinas contra a gripe, o tétano, a difteria, a encefalite transmitida por carrapatos, a poliomielite, o pneumococo e a hepatite A, B e C. Os resultados mostraram que o tipo ou o número de vacinas que uma pessoa toma não tem impacto sobre a probabilidade de desenvolver artrite reumatóide.

Segundo Bengtsson, “este resultado não exclui a possibilidade de que as vacinas dadas, mais cedo na vida, ou as vacinas que são raras possam provocar o desenvolvimento da artrite reumatóide. Mas, de uma maneira geral, nossos estudos nos fazem considerar improvável que as vacinas sejam consideradas fatores de risco para o aparecimento da artrite reumatóide”.

Para o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo), “as conclusões do estudo sueco nos auxiliam no dia-a-dia, pois combatem uma crença muito comum e equivocada: a de que, a longo prazo, as vacinas podem afetar o sistema imunológico e ‘atacar o organismo’, provocando condições inflamatórias, como a artrite reumatóide”, diz.

A crença é uma forma de conhecimento popular revestida de convicção, confiança e alto grau de certeza, a respeito de um determinado fenômeno ou objeto. “As crenças em saúde, apesar de muitas vezes não corresponderem ao conhecimento científico, não necessitam de comprovação para serem aceitas e incorporadas ao repertório popular. Essa integração ao contexto cultural ocorre em conseqüência da repetição do que se acredita verdadeiro nos contatos individuais e informais dos grupos sociais, ao longo do tempo”, explica o médico.

Assim, o conhecimento popular se difunde. As crenças, conhecimentos, atitudes, valores, emoções e condições sócio-ambientais constituem-se em determinantes da conduta da população em relação à saúde. “Em outras palavras, a forma de acreditar do indivíduo impõe influências restritivas ou libertadoras ao seu processo de decisão e ação, no que diz respeito à promoção da saúde, à prevenção de doenças e ao tratamento de determinadas moléstias”, defende o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti.

Segundo o diretor do Iredo, concepções errôneas e mitos populares relacionados à saúde estão presentes nos mais variados extratos sociais. Em mais de duas décadas exercendo a medicina, o reumatologista revela que já teve que desmistificar muitas falsas crenças. “A consulta médica, às vezes, se transforma numa aula, pois, em alguns casos, o paciente necessita mais de informação correta do que de medicamentos. O estudo sueco tem implicações práticas sobre as recomendações a respeito de vacinas que os médicos devem repassar à população em geral, e em especial, aos pacientes com risco de desenvolver artrite reumatóide, como filhos de pais com a doença”, diz o médico.


Quase três quartos das mulheres que têm artrite reumatóide sofrem com dores diárias



Familiares dos pacientes são afetados emocionalmente pelo diagnóstico da doença
 
 
Quase três quartos (72%) das mulheres diagnosticadas com artrite reumatóide sofrem com dores diárias, apesar do fato de 75% delas receberem medicamentos para alívio da dor. Os números são de um estudo apresentado por Paul Emery, professor de Reumatologia da Universidade de Leeds, no Reino Unido, durante o Congresso Anual da Liga Européia Contra o Reumatismo. Os dados coletados por Emery abrangem mulheres de sete países: Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, E.U.A. e Canadá.

27.459 mulheres com idades entre 25-65 (média 46 anos) foram recrutadas para o estudo através de um painel de pesquisas on-line, dos quais 1.958 foram elegíveis para análise do preenchimento do questionário, entre 30 de julho e 31 de agosto de 2009. 75% tinham sido diagnosticadas com artrite reumatóide por mais de um ano.

A pesquisa destacou também o impacto emocional, social e físico da artrite reumatóide na vida destas mulheres. As participantes do estudo relataram que sofrem muito com a doença, além das dores físicas, foram relatados sentimentos de distanciamento e isolamento. A doença afeta também as relações íntimas:

- 40% das mulheres solteiras afirmaram que é mais difícil encontrar um parceiro;

- 22% das entrevistadas divorciadas ou separadas afirmaram que de alguma forma, a artrite reumatóide teve um papel na sua decisão de se separar de seu parceiro;

- 68% das mulheres com artrite reumatóide relatou esconder sua dor dos mais próximos; e

- 67% disseram que estão constantemente a procurar de novas “idéias” ou “alternativas” para amenizar ou acabar com a dor que sentem.

"Os dados confirmam que a dor física é a questão primordial para as mulheres com artrite reumatóide, mas a doença as atinge mais profundamente, afetando o seu bem-estar físico, social e emocional. O trabalho destaca a complexidade do tratamento destas pacientes. É um processo que vai além do controle dos sintomas ou do alívio da dor", explica o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).

A adoção de estratégias de tratamento para reduzir a dor, restabelecer a produtividade no trabalho e de gestão do impacto social da artrite reumatóide é de grande importância no manejo clínico desses pacientes. “O estudo aprofundado do impacto negativo da doença e da dor sobre a produtividade laboral das entrevistadas revelou que 71% das entrevistadas se consideravam menos produtivas por causa da artrite reumatóide”, destaca Sérgio Lanzotti.

O estudo revelou os impactos, a longo prazo, da artrite reumatóide sobre a vida profissional destas mulheres:


- 23% das entrevistadas pararam de trabalhar;

- 17%  informaram  uma redução na jornada de trabalho.


Família e amigos sofrem também


Outro estudo apresentado, durante o Eular 2010, destacou o sofrimento psíquico de familiares e amigos de pacientes com artrite reumatóide. A autora da pesquisa é Julie Taylor da Universidade de West England, em Bristol, Reino Unido.

Taylor e sua equipe de pesquisadores entrevistaram familiares de pacientes com artrite reumatóide, visando avaliar seus sentimentos no momento em que seus familiares foram diagnosticados com a doença e a forma como eles conviveram com o diagnóstico, com o passar do tempo.

Após a análise dos dados, os pesquisadores relataram que os familiares de pacientes com artrite reumatóide relataram os seguintes problemas:

• Emocionais: de uma maneira geral, os familiares expressaram uma tristeza imensa e uma perda de significado “no conceito de futuro”, tanto em relação a si mesmos, quanto em relação ao familiar doente;

• De adaptação: vários entrevistados disseram esperar uma cura para a doença. Mas, após um tempo maior de diagnóstico da doença, os familiares reconhecem que a pessoa afetada e eles mesmos continuarão a conviver com a artrite, durante toda a vida do paciente;

• De enfrentamento: os familiares relataram sentimentos de rejeição, desamparo e ocultação, tanto da condição de saúde do familiar doente, quanto dos impactos que a doença provocou ao relacionamento familiar;

• De falta de apoio e informação: a maioria dos entrevistados revelou-se relutante em participar de um grupo de apoio específico sobre a doença, apesar de reconhecerem sua importância.

"Os resultados desta outra pesquisa servem de alerta para os profissionais de saúde. Apenas uma equipe multidisciplinar de atendimento é capaz de suprir todas as necessidades do paciente com artrite reumatóide e sua família”, defende o diretor o Iredo.

O diagnóstico das doenças reumáticas pode ter um impacto muito negativo na vida familiar. Muitas associações que lidam com o tema, como a inglesa Arthritis Care (http://www.arthritiscare.org.uk/Home) e a portuguesa ANDAR (http://www.andar-reuma.pt/default.aspx ) realizam estudos com os familiares onde são relatados comumente sentimentos de desesperança e de descrédito no futuro.

Geralmente, após o diagnóstico da doença, a  família não só têm de aprender novas habilidades para prestar cuidados físicos ao paciente, mas também se vê obrigada a ajustar atitudes, emoções, estilo de vida e  rotina.

“Essas associações e grupo de apoios têm papel relevante no tratamento da artrite reumatóide, pois oferecer apoio e suporte à família do doente crônico é tão importante quanto tratar este paciente. É uma das vertentes do tratamento. Um ambiente familiar mais harmonioso favorece muito o tratamento e o controle da doença crônica”, defende o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo). (Informações da MW- Consultoria de Comunicação)


Álcool diminui sintomas da artrite reumatóide


Álcool diminui sintomas da artrite reumatóide


Consumir álcool reduz a intensidade dos sintomas da artrite reumatóide e reduz também a gravidade da própria doença, defendem investigadores da Universidade de Sheffield num estudo divulgado na BBC online, e citado pelo site FirstWord.

Os investigadores questionaram dois grupos de indivíduos, com e sem artrite reumatóide, acerca dos seus hábitos de consumo de álcool. Os resultados mostram que os doentes que bebiam álcool regularmente apresentavam menos queixas de dor e inchaço nas articulações.

A investigação envolveu 873 indivíduos com artrite reumatóide e 1004 sem a doença. Todos os participantes preencheram um questionário detalhado sobre o consumo de álcool e foram submetidos a raios-x, análises sanguíneas e exames às articulações.

“Verificámos que os doentes que consumiam álcool com mais frequência apresentavam sintomas menos severos comparativamente aos que não bebiam ou bebiam apenas de forma esporádica”, explicou James Maxwell, líder da investigação.

Os raios-x mostraram que estes doentes apresentavam menos lesões nas articulações e as análises sanguíneas revelaram níveis inferiores de inflamação. Os doentes apresentavam menos dor e menos inchaço.

“Supomos que o álcool suprime a actividade do sistema imunitário e esta acção pode influenciar o desenrolar da doença”, afirma o autor.
2010-07-29 | 09:05

Saúde - Artrite reumatóide afecta cerca de 40 mil portugueses - RTP Noticias, Vídeo

Saúde - Artrite reumatóide afecta cerca de 40 mil portugueses - RTP Noticias, Vídeo


11 de agosto de 2010

Ola..novidades de mim !!

Eu cá vou estando,uns dias melhores outros piores,ja faz 3 meses que fui operada ao lipoma da mao esquerda,tbm ja fiz fisioterapia,mas o dedo nao recuperou totalmente.Ainda esta com a sensaçao de choque e doi!
A artrite reumatoide aparentemente esta controlada,a fibromilagia pronto!....tenho recaidas,e noto que tem vindo a ser mais fortes :( .
De a 1 mes para ca tenho tido imensas dores no braço direito,nao fazia a minima o que era,tem vindo a piorar e nem com pomadas,pomadinhas,punhos elasticos nada!!
Ou seja tendinite no pulso que me tem tirado noites e noites de sono :( :(
aguardar pelo que o ortopedista ira dizer em relaçao a isto !!