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5 de junho de 2010

Artrite reumatóide



 

 
Segundo o estudo português Artrite Reumatóide em Portugal - Viver ou Sobreviver?, divulgado no início de abril, em Portugal, um em cada dez doentes com artrite reumatóide, naquele País, foi "obrigado" a pedir a aposentadoria antecipada devido ao impacto da doença.
A pesquisa, realizada, em 2009, pela Associação Nacional dos Doentes com Artrite Reumatóide, Andar, revelou também que os pacientes que se aposentaram antecipadamente devido à artrite reumatóide continuam se queixando do seu estado de saúde, mesmo depois de abandonar as atividades laborais. De acordo com a associação, em Portugal, a artrite reumatóide atinge mais de 40 mil pessoas, e asmulheres, entre os 30 e os 50 anos, são as grandes vítimas desta doença que atinge principalmente as articulações.
O reumatismo é uma doença que acomete crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, e existem tipos preferenciais de acordo com a idade. A febre reumática, por exemplo, acomete principalmentecrianças. O lúpus eritematoso sistêmico, uma doença auto-imune, em geral, se manifesta no sexo feminino, durante a puberdade, quando ocorrem alterações hormonais em virtude da transformação do sistema endócrino.

Fonte: MW Consultoria de Comunicação

Doenças reumáticas: o que dizem os portugueses



Estudo diz que um em seis portugueses afirma padecer destas doenças


    Um em cada seis adultos portugueses declara sofrer de doença reumática, revela o relatório do Observatório Nacional das Doenças Reumáticas (ONDOR), que será apresentado na quarta-feira na Universidade Nova de Lisboa, escreve a Lusa.
    De acordo com o estudo, intitulado «O estado da Reumatologia em Portugal», esta é uma patologia que atinge mais as mulheres e tende a aumentar com a idade.
    O mesmo relatório demonstra que o número de hospitais e centros hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com prestação de cuidados em Reumatologia aumentou de 14 para 23 entre 2004 e 2009, sendo que no ano passado existiam 95 reumatologistas em funções no SNS e 36 internos em formação.
    O relatório do ONDOR concluiu ainda que o consumo de medicamentos para o aparelho locomotor cresceu cinco por cento entre 2004 e 2008. Aumentaram ainda as consultas e internamentos em Serviços ou Unidades de Reumatologia.
    Entre as patologias reumáticas mais frequentes nos portugueses está, segundo o estudo, a dor lombar, que afecta cerca de metade da população adulta. Os dados recolhidos indicam que 10 por cento da população sofre de lombalgia crónica e oito por cento das crianças em idade escolar referem raquialgia (dores na coluna vertebral).
    Um terço das mulheres em Portugal continental com idade entre 55 e 64 anos referiu história de osteoporose, tendo sido notório, entre 2004 e 2008, o crescimento do consumo de medicamentos que atuam no osso e no metabolismo do cálcio.
    A mortalidade por fraturas do fémur decresceu nas duas últimas décadas do século XX, ainda que metade dos homens e um quinto das mulheres que sofreram desse problema, em 2007, não tenham sobrevivido aos 12 meses seguintes.
    Ainda de acordo com o estudo, são menos comuns as doenças reumáticas periarticulares, a fibromialgia, artropatias microcristalinas, artrite reumatóide, espondilartropatias, doenças reumáticas sistémicas e artrites idiopáticas juvenis.
    Sendo as doenças musculoesqueléticas a causa mais frequente de morbilidade a nível internacional, e uma vez que a frequência destas patologias aumenta com a idade, prevê-se um crescimento do impacto destas doenças na sociedade nas próximas décadas, como resultado do envelhecimento da população.
    O relatório será apresentado na quarta feira às 17:00, no auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa (Campus de Campolide).



    Novo tratamento para artrite reumatóide é português

    estive distante porque...

    dia 18 de Maio fui operada,a minha esquerda ao lipoma que apareceu pos AR.
    este tempo distante, tem sido para recuperaçao.
    Espero estar de volta em breve a 100%,beijoca a todos,e obrigado por me seguirem


    10 de maio de 2010


    A presidente da ANDAR, Arsisete Saraiva, mentora do projeto, disse à agência Lusa que o objetivo da nova residência, que deverá ter 30 quartos, é "servir o doente e minimizar o impacto da doença no seu dia a dia". 
    Para a responsável, a principal preocupação da obra, cuja primeira pedra espera que seja lançada já no próximo ano, é
    "fazer com que os doentes que têm grandes dificuldades económicas vivam condignamente". 
    "Espero que daqui a um ano já estejamos a lançar a primeira pedra. Esta é uma doença que em Portugal já afeta cerca de 40 mil pessoas, grande parte das quais mulheres entre 30 e 50 anos", acrescentou.

    O Centro de Acolhimento para Doentes com Artrite Reumatóide terá valências de tratamentos, consultas, fisioterapia, hidroginástica e uma zona de lazer, que servirá como Centro de Dia,
     "para que os utentes não se sintam isolados". 
    A responsável adiantou que o terreno onde vai ser construída a futura unidade será cedido pela Câmara Municipal de Lisboa, que anunciará a cedência hoje à noite, durante um jantar de beneficência para angariação de fundos, organizado pela ANDAR.

    A ANDAR é uma instituição de solidariedade sem fins lucrativos criada em 1995 destinada a pessoas que sofrem de artrite reumatóide e tem como principais objetivos o apoio médico social, organização de encontros de doentes e realização de programas e ações de informação. 



    3 de maio de 2010