Após 3 meses de dores,e de repente um inchaço total nas pernas, mãos e joelhos fui ao medico e foi me diagnosticado artrite reumatóide. agora a fibromialgia, que mais vem ai!!
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9 de abril de 2010
Um estudo europeu sobre artrite reumatóide revela que apenas seis por cento dos doentes tem acesso a medicamentos biológicos devido ao preço elevado, quando, segundo um especialista, um quarto dos pacientes necessita desta terapêutica.
o que todos sabemos...nos doentes reumaticos :s:s
| Jaime Branco diz que as doenças reumatológicas são as mais prevalentes na raça humana |
| Portugal precisa do dobro dos reumatologistas que tem |
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ora aqui esta a minha ..quase certeza do que me aconteceu
08 de abril de 2010 (Bibliomed). É conhecido que a instalação da artrite reumatoide (AR) é aumentada no período pós-parto. O periódico Annals of Rheumatic Diseases traz um estudo, realizado em universidades da Noruega, que avaliou as taxas de incidência de AR e de outras artropatias crônicas nos períodos de 0-24 e 25-48 meses após o parto.
Das 183 pacientes com AR e das 110 com outras artropatias crônicas diagnosticadas após o parto, 37,7% e 28,2%, respectivamente, tiveram o diagnóstico nos primeiros 24 meses após o parto. A razão de incidência para diagnóstico nos primeiros 24 meses versus 25-48 meses foi de 1,73 para AR e 1,05 para outras artropatias crônicas. A razão de incidência foi de 2,23 e 1,87, respectivamente, quando era considerado apenas o diagnóstico após a primeira gestação. As características clínicas foram similares entre os grupos diagnósticos.
Este estudo mostra que não há diferença na proporção de casos incidentes de AR e de outras artropatias crônicas entre 0-24 meses após o parto. Na artrite reumatoide, é observado um pico de incidência nos primeiros 24 meses.
Das 183 pacientes com AR e das 110 com outras artropatias crônicas diagnosticadas após o parto, 37,7% e 28,2%, respectivamente, tiveram o diagnóstico nos primeiros 24 meses após o parto. A razão de incidência para diagnóstico nos primeiros 24 meses versus 25-48 meses foi de 1,73 para AR e 1,05 para outras artropatias crônicas. A razão de incidência foi de 2,23 e 1,87, respectivamente, quando era considerado apenas o diagnóstico após a primeira gestação. As características clínicas foram similares entre os grupos diagnósticos.
Este estudo mostra que não há diferença na proporção de casos incidentes de AR e de outras artropatias crônicas entre 0-24 meses após o parto. Na artrite reumatoide, é observado um pico de incidência nos primeiros 24 meses.
Doentes com artrite querem medicação comparticipada
Secretário de Estado da Saúde prometeu avaliar assunto à ANDAR,uma associação de doentes
2010-04-06
CLARA VASCONCELOS
O secretário de Estado da Saúde prometeu ontem uma "avaliação" à possibilidade do Estado vir a comparticipar em 100% os medicamentos considerados essenciais para o tratamento da artrite reumatóide, uma doença crónica que afecta 30 mil portuguese.
Miguel Pizarro respondia ao apelo lançado por Arsisete Saraiva, presidente da Associação Nacional dos Doentes com Artrite Reumatóide (ANDAR), durante as comemorações do Dia Nacional do Doente com Artrite Reumatóide.
"Há doentes que já interromperam a medicação por dificuldades económicas", disse, pedindo ao secretário de Estado para que "apoie" estas pessoas e "comparticipe" a compra dos medicamentos. Pizarro lembrou que o Governo já comparticipa a 100% as terapêuticas biológicas "as mais dispendiosas de todas", mas prometeu que na reunião que manterá na próxima semana com a ANDAR, analisar se "se justifica" ou se é "sustentável" comparticipar outros medicamentos.
A ANDAR aproveitou também para comemorar os seus quinze anos de existência e adiantou parte dos dados de um inquérito que realizou e cujas conclusões serão reveladas em Outubro.
António Vilar, reumatologista e secretário-geral da associação, adiantou que "surpreendeu" o facto de 30% dos doentes terem considerado o seu estado mau ou muito mau. Dados europeus revelam que as terapêuticas existentes permitem controlar os sintomas em 90% dos doentes e que em dois terços atinge-se uma remissão da doença.
Os dados portugueses significam, segundo este médico, "que não estamos a conseguir o nível de performance que a medicação de que hoje dispomos permite".
O diagnóstico precoce é fundamental para o controlo desta doença, daí o apelo lançado aos médicos de família para que remetam os seus doentes para os reumatologistas, aos primeiros sintomas. A formação contínua destes médicos é também fundamental para que esse diagnóstico precoce seja efectivamente feito. "Quando uma articulação incha, dói, fica quente e tudo isto persiste para além das seis semanas, o doente deve ir ao seu médico e este deve referenciá-lo e enviá-lo para os especialistas". A necessidade de mais reumatologistas foi outro apelo lançado, mas, desta vez, tanto por António Vilar, como por Viviane Tavares, da Sociedade Portuguesa de Reumatologia. "É necessário um diagnóstico precoce e a formação dos médicos de família para que ao mínimo sinal enviem os seus doentes para o reumatologista. Mas para isso, é preciso que o reumatologista esteja lá", disse.
cada vez me surpreende mais...
porque saiu-se a dias com uma conversa que me deixou a pensar e fiquei "em choque".
"Mama eu quero ser medica,para curar os teus dói dóiis"
depois a comer diz :"mamã eu tenho de comer tudo para ser grande e ser medica"
e na rua diz as pessoas,disse ao medico...fico enternecida com as palavras dela,mas ao mesmo tempo sinto que ela esta atenta a tudo,e infelizmente tem passado pelas minhas crises,o que eu acho que nao é bom.
Mas que os médicos acabam por me dizer que é bom,pois desperta lhe um outro lado.. não sei o que pensar.Ainda bem que vai para a escolinha em Setembro,sempre vai acabar por distrair-se e nao me vai ver tantas vezes a ir ao medico,pois agora ela apercebe-se muito porque sempre que vou para o medico ela fica com a avó, e se for para a escola acaba por nao me ver ir embora e saber se vou ao medico..
AMO TE FILHA E NAO QUERO QUE SOFRAS,É IMPOSSIVEL ESCONDER TE A DOENÇA POIS ELA ESTA PRESENTE NA MOBILIDADE DA MAMA,E PARA TE PEGAR AO COLO...
"Mama eu quero ser medica,para curar os teus dói dóiis"
depois a comer diz :"mamã eu tenho de comer tudo para ser grande e ser medica"
e na rua diz as pessoas,disse ao medico...fico enternecida com as palavras dela,mas ao mesmo tempo sinto que ela esta atenta a tudo,e infelizmente tem passado pelas minhas crises,o que eu acho que nao é bom.
Mas que os médicos acabam por me dizer que é bom,pois desperta lhe um outro lado.. não sei o que pensar.Ainda bem que vai para a escolinha em Setembro,sempre vai acabar por distrair-se e nao me vai ver tantas vezes a ir ao medico,pois agora ela apercebe-se muito porque sempre que vou para o medico ela fica com a avó, e se for para a escola acaba por nao me ver ir embora e saber se vou ao medico..
AMO TE FILHA E NAO QUERO QUE SOFRAS,É IMPOSSIVEL ESCONDER TE A DOENÇA POIS ELA ESTA PRESENTE NA MOBILIDADE DA MAMA,E PARA TE PEGAR AO COLO...
5 de abril de 2010
5 DE ABRIL DIA NA ARTRITE REUMATOIDE
5 de Abril - Dia Nacional do Doente com Artrite Reumatóide
Devido à gravidade que a artrite reumatóide vai assumindo em Portugal, o Ministério da Saúde instituiu o dia 5 de Abril como o Dia Nacional do Doente com Artrite Reumatóide.
No site da Associação Nacional de Doentes com Artrite Reumatóide (ANDAR) pode-se ler o texto que explica os motivos que motivaram esta decisão por parte do Ministério da Saúde:
«Considerando o elevado número de pessoas, cerca de 100 000, que, em Portugal, sofrem de artrite reumatóide, doença que afecta profunda e gravemente todos os que dela padecem, determinando, por vezes, a incapacidade permanente.
Considerando a necessidade de sensibilizar os cidadãos portugueses para os problemas de ordem pessoal, familiar e profissional que, diariamente, afligem quantos sofrem deste reumatismo crónico.
Considerando, ainda, a importância de que se revestem a divulgação e difusão dos conhecimentos e das medidas de tratamento e prevenção no combate àquela doença, instituo o dia 5 de Abril como Dia Nacional do Doente com Artrite Reumatóide».
Associação Nacional de Doentes com Artrite Reumatóide
Esta Associação destina-se a doentes com Artrite Reumatóide, seus familiares, e a todos os que se identifiquem com os objectivos da Associação.
Os seus objectivos fundamentais são: o apoio médico social ao doente com Artrite Reumatóide; a organização de encontros de doentes onde possam expressar as suas dificuldades e dúvidas em relação à sua doença; realização de programas e acções de informação; promoção de Edições sobre a doença; colaboração com outros Serviços, nacionais ou estrangeiros, para troca de informações.
A Associação pretende ainda criar núcleos regionais e promover a constituição de grupos de auto-ajuda através de protocolos a estabelecer com Serviços de Reumatologia e outros.
Esta Associação destina-se a doentes com Artrite Reumatóide, seus familiares, e a todos os que se identifiquem com os objectivos da Associação.
Os seus objectivos fundamentais são: o apoio médico social ao doente com Artrite Reumatóide; a organização de encontros de doentes onde possam expressar as suas dificuldades e dúvidas em relação à sua doença; realização de programas e acções de informação; promoção de Edições sobre a doença; colaboração com outros Serviços, nacionais ou estrangeiros, para troca de informações.
A Associação pretende ainda criar núcleos regionais e promover a constituição de grupos de auto-ajuda através de protocolos a estabelecer com Serviços de Reumatologia e outros.
Hoje dia 5 de Abril é o dia nacional dos doentes com artrite reumatóide. A palavra artrite é oriunda do grego (arthorn = articulação) e significa inflamação das articulações.
A artrite reumatóide (A.R.) é uma doença inflamatória crónica, e ainda hoje não são conhecidas as suas causas. Normalmente manifesta-se nas articulações contudo, pode atingir outros órgãos. Pela sua frequência e relevância médico e social, é a doença reumática com maior importância e que exige maior atenção e cuidados.
Esta doença é 3 ou 4 vezes mais comum nas mulheres do que nos homens. Pode atingir indivíduos de todas as idades é, porém, mais frequente a partir dos 30 anos e até aos 50.
Esta enfermidade está espalhada por todo o mundo, não respeita nem raças nem climas. Sabe-se apenas que não é uma doença hereditária e não é contagiosa. Os principais sintomas consistem em rigidez matinal, a dor e a tumefacção das articulações. Por enquanto em nenhuma parte do mundo se conhece cura para esta doença. Estes doentes devem ter uma dieta equilibrada em proteínas, hidratos de carbono e gorduras, rica em vitaminas e sais minerais. O repouso é muito importante especialmente nas fases agudas, para além de diminuir a fadiga, reduz a inflamação. Embora sendo uma doença que não tem cura, é susceptível de ser bem tratada, e propicia ao doente uma vida produtiva e feliz, desde que este se empenhe vivamente e nunca desista dos tratamentos. Quando tratada de forma tardia pode tornar-se uma doença altamente incapacitante. Existe uma associação de apoio a estes doentes e seus familiares que tem como sigla ANDAR - Associação Nacional dos Doentes Com Artrite Reumatóide.
A artrite reumatóide (A.R.) é uma doença inflamatória crónica, e ainda hoje não são conhecidas as suas causas. Normalmente manifesta-se nas articulações contudo, pode atingir outros órgãos. Pela sua frequência e relevância médico e social, é a doença reumática com maior importância e que exige maior atenção e cuidados.
Esta doença é 3 ou 4 vezes mais comum nas mulheres do que nos homens. Pode atingir indivíduos de todas as idades é, porém, mais frequente a partir dos 30 anos e até aos 50.
Esta enfermidade está espalhada por todo o mundo, não respeita nem raças nem climas. Sabe-se apenas que não é uma doença hereditária e não é contagiosa. Os principais sintomas consistem em rigidez matinal, a dor e a tumefacção das articulações. Por enquanto em nenhuma parte do mundo se conhece cura para esta doença. Estes doentes devem ter uma dieta equilibrada em proteínas, hidratos de carbono e gorduras, rica em vitaminas e sais minerais. O repouso é muito importante especialmente nas fases agudas, para além de diminuir a fadiga, reduz a inflamação. Embora sendo uma doença que não tem cura, é susceptível de ser bem tratada, e propicia ao doente uma vida produtiva e feliz, desde que este se empenhe vivamente e nunca desista dos tratamentos. Quando tratada de forma tardia pode tornar-se uma doença altamente incapacitante. Existe uma associação de apoio a estes doentes e seus familiares que tem como sigla ANDAR - Associação Nacional dos Doentes Com Artrite Reumatóide.
1 de abril de 2010
| O que é a Fibromialgia |
A fibromialgia é uma síndroma crónica caracterizada por queixas dolorosas neuromusculares difusas e pela presença de pontos dolorosos em regiões anatomicamente determinadas. Outras manifestações que acompanham também as dores são a fadiga, as perturbações do sono e os distúrbios emocionais. Alguns doentes queixam-se de perturbações gastrointestinais. Há várias descrições da doença desde meados do século XIX mas apenas foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde como doença no final da década de 70. Sofrem da doença de 2 a 8% da população adulta dependendo dos países. Da população atingida, entre 80 a 90% dos casos são mulheres com idade entre os 30 e os 50 anos. A DOR NA FIBROMIALGIA O sintoma mais importante da fibromialgia é a dor, que pode afectar uma grande parte do corpo. Em certas ocasiões, a dor começa de forma generalizada, e em outras numa área como o pescoço, ombros, região lombar etc. A dor da fibromialgia pode ser descrita como queimadura ou mal estar. Às vezes podem ocorrer espasmos musculares . Com frequência, os sintomas variam em relação à hora e ao dia , podendo ter maior incidência matinal, agravando-se com a actividade física, com as mudanças climáticas, com a falta de sono e o stress, etc. Acredita-se que a doença seja devida a uma perturbação dos mecanismos da dor, nos fusos neuromusculares, não havendo propriamente lesão de qualquer órgão, nomeadamente músculos ou articulações, podendo nalguns casos ser altamente invalidante. OUTROS SINTOMAS E ASPECTOS DA FIBROMIALGIA Além da dor a fibromialgia pode causar sensação de formigueiro e inchaço nas mãos e pés, principalmente ao levantar da cama assim como ocasionar rigidez muscular. Outra alteração da fibromialgia associada à dor é a fadiga, que se mantém durante quase todo o dia com pouca tolerância ao esforço físico. Quando o sintoma Dominante é a Fadiga a doença tem sido designada por Síndroma da Fadiga Crónica. As pessoas com fibromialgia queixam-se com frequência de ansiedade, às vezes há depressão, perturbações da atenção, concentração e da memória. Alguns doentes têm queixas gástricas e cólon irritável. Cerca de 70% dos doentes com fibromialgia queixam-se de perturbações do sono, piorando as dores nos dias que dormem pior. Os registos electroencefalográficos podem apresentar alterações em relação com as perturbações do sono. Há relatos de casos de fibromialgia que começam depois de uma infecção bacteriana ou viral, um traumatismo físico ou psicológico. Existem estudos que mostram que pessoas com esta doença, apresentam níveis baixos de algumas substâncias importantes, particularmente a serotonina e níveis elevadas de proteína P relacionados com a dor. DIAGNÓSTICO Dado que não existem exames ou análises que permitam a confirmação do diagnóstico, este é feito com a história clínica, a observação médica pondo em evidência pelo menos 12 de 18 pontos dolorosos representados nas figuras ao lado, associados à fadiga, às perturbações do sono e às alterações emocionais. Na Síndroma da Fadiga Crónica sem dores não há pontos dolorosos o que torna a situação muito mais aleatória. Em resumo os Critérios de Diagnóstico são: Duração superior a 3 meses de: Dor difusa pelo corpo. Dor à apalpação de 12 de 18 pontos dolorosos. E pelo menos mais 2 dos 3 sintomas seguintes: - Fadiga - Alterações do sono - Perturbações emocionais - Devem no entanto ser investigados a presença de lesões nos músculos, alterações do sistema imunológico, problemas hormonais e principalmente doenças reumáticas, etc. - No caso da fibromialgia todos os exames e análises devem ser normais. PROGNÓSTICOS E TRATAMENTO DA FIBROMIALGIA Há várias medicações muito úteis para atenuar os sintomas da fibromialgia e muitas outras estão a surgir. Os estudos a longo prazo sobre fibromialgia têm demonstrado que se trata de uma doença crónica com uma evolução alternando períodos melhores com outros de grande crise em que a medicação é fundamental. Um dos aspectos que por vezes é determinante para o prognóstico é a relação entre o doente, os familiares, os colegas de trabalho e a comunidade, e não menos importante, mas indispensável, é o apoio e uma boa relação médico / doente. Dr. Fernando Morgado - Neurologista ALGUMAS NOTAS SOBRE FIBROMIALGIA - Dr. Sanchez Silva 1 - O QUE É? Trata-se de uma doença crónica, que predomina no sexo feminino (relação mulher / homem - 10/1), caracterizada por dor generalizada , fadiga, sono não reparador e hipersensibilidade dolorosa. 2 - GRUPO EM QUE SE INSERE: Devido ao desconhecimento das causas da doença, torna-se difícil o seu enquadramento, embora a maioria dos autores a classifique como Síndroma Astenia Crónica / Doença Reumática. 3 - PREVALÊNCIA: Embora não haja estatísticas rigorosas para Portugal, calcula-se que 5% a 6% da população sofre da doença, havendo uma distribuição pelas diversas faxas etárias, desde a idade escolar, com predominância nas mulheres acima dos 40 anos. Existe, contudo, uma certeza: É, neste momento, uma doença em expansão. A observação de diagnósticos comuns a elementos da mesma família, não nos permite, ainda, concluir que seja uma doença hereditária. 4 - HISTÓRIA DA DOENÇA: Já Hipócrates descreve a dor musculo-esquelética difusa. Em 1824, Balfour faz a associação entre reumatismo e pontos dolorosos. Em 1880, Beard classifica como Mielastenia uma síndroma com as características da Fibromialgia. No início do séc xx, Growers introduz o termo "Fibrosite"por supor (algo nunca comprovado), que se trataria de alterações fibromusculares. Em 1972, Moldofsky identifica as perturbações do sono Nrem. Em 1977, Smythe e Moldofsky associam a presença de dor crónica e generalizada com pontos dolorosos em locais previsíveis e sono não reparador. Em 1990, o Colégio Americano de Reumatologia define os critérios de diagnóstico ainda agora utilizados. 5 - FISIOPATOLOGIA: Especula-se, ainda, acerca da origem da doença. Sabe-se que os doentes de fibromialgia apresentam diminuição de seretonina e ácido 5 - Hidroxindolacético no LCR e no plasma, assim como elevação da substância P no LCR e hipovascularização de algumas regiões cerebrais, alterações no EEG de sono nocturno, na fase Nrem, hipertonia simpática, alterações da memória recente, além de outras alterações, mas que, todas elas são comuns a outras patologias. O mais provável é que seja uma causa multifactorial. 6 - DIAGNÓSTICO: Critérios de diagnóstico da Sociedade Americana de Reumatologia: A - Manifestações nucleares - Dor crónica generalizada, com evolução de, pelo menos, 3 meses, abrangendo a parte superior e inferior do corpo, lado direito e esquerdo, assim como o esquerdo axial. - Dor à pressão, em, pelo menos, 11 de 18 pontos predefinidos, a saber: 1. - Ponto occipital Bilateral, nas inserções do músculo sub-occipital. 2, - Ponto cervical inferior Bilateral, na face anterior dos espaços intertransversários de C5 e C7 3. - Ponto trapézio Bilateral, no ponto médio do bordo superior do músculo. 4. - Ponto supra espinhoso Bilateral, na origem do músculo acima da espinha da omoplata, junto do bordo interno. 5. - Ponto 2ª costela Bilateral, na junção costo-condral da 2ª costela, imediatamente para fora da junção e na face superior. 6. - Ponto epicôndilo Bilateral, 2 cm externamente ao epicôndilo. 7. - Ponto glúteo Bilateral, no quadrante superior externo da nádega, no folheto anterior do músculo. 8. - Ponto grande trocanter Bilateral, posterior à proeminência trocantérica. 9. - Ponto Joelho Bilateral, na almofada adiposa interna, acima da interlinha articular. Os pontos dolorosos não são de dor espontânea. A sua pesquisa deve ser efectuada com uma pressão digital de 4kg. A dor não deve irradiar. B - Manifestações Características: Fadiga crónica, sono não reparador, parastesias, rigidez (sobretudo matinal), edema subjectivo, cefaleias, síndroma de colon irritável, fenómeno de Raynaud, depressão/ansiedade, hipersensibilidade generalizada à pressão e mudanças de temperatura ( tipo sindroma gripal). O diagnóstico é exclusivamente clínico, não existindo exames subsidiários caracteristicamente positivos na fibromialgia. 7 - DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS: Tendo em consideração que os sintomas de fibromialgia são comuns a outras doenças que têm tratamento diferente, sendo que algumas são potencialmente graves em termos de sobrevida, serão de excluir os diagnósticos de: - Artrite reumatóide; Lupus eritematoso sistémico; Espondilite anquilosante; Polimiosite; Sindroma de Sjörgen; Polimialgia reumática; Osteomalácia ; Osteoporose; Doença vertebral degenerativa; Sindroma de dor miofascial; Hipotiroidismo;Hipertiroidismo; Hiperparatiroidismo; Sindroma paraneoplásico; Miopatia metabólica; Metastização tumural; Mieloma múltiplo, Polineuropatias; Doença de Parkinson;Sarcoidose; Infecções víricas; Neuroses; Psicoses; Ansiedade; Depressão. Qualquer destas patologias pode coexistir com a Fibromialgia. 8 - ALGUNS MITOS: A fibromialgia é uma Doença Psiquiátrica? Não! Trata-se de uma doença orgânica crónica, a qual, dadas as suas características (dor generalizada, cansaço fácil) e à incompreensão de todos aqueles que rodeiam o doente, leva, muitas vezes, a que os mesmos desenvolvam reacções do foro psíquico. Estudos recentes (Petzeke e Col) comparativos e randomizados comprovam que nestes doentes há uma hiperalgesia, independentemente de factores psíquicos. Basta imaginar o estado de espírito de qualquer um de nós perante uma dor de dentes contínua desde há anos e sem alívio!... A Fifromialgia tem cura? Não! Aliás, com o passar dos anos, o doente tende a piorar, se não houver condições para um adequado tratamento, adaptação ou perante a ausência da ajuda de terceiros nas diversas tarefas diárias. Há algum medicamento específico? Não! O tratamento é Multidisciplinar e tem de ser adaptado a cada doente e à fase em que se encontra. O Doente de Fibromialgia é Simulador? Piegas? Não! Trata-se de uma Doença Orgânica, que pode ser extremamente Incapacitante, afectando seriamente a qualidade de vida do doente e para a qual não há tratamento específico. O Doente Nunca mais pode Trabalhar? Em alguns casos é verdade, mas na maioria Pode e Deve trabalhar, mas... Ao seu ritmo e respeitando Períodos de Repouso e em ambientes Sem Pressão ou Stress. Não vale a pena Tratar? Embora a doença não tenha cura, Pode e Deve ser tratada no sentido do alívio dos Sintomas e Melhoria da Qualidade de Vida dos doentes. 9 - TRATAMENTO: O primeiro passo é Acreditarmos no sofrimento do doente! Seguidamente, envolver o doente no seu tratamento. Cada sujeito activo compreendendo e colaborando na responsabilidade do Sucesso / Insucesso. Deve frisar-se que se trata de uma doença crónica e que o tratamento visa, não a Ausência de Sintomas, mas o seu Controlo. Também teremos que estar preparados para Adaptar os esquemas terapeuticos à evolução das queixas. É sempre um tratamento Individualizado e consta de: 1 - Tratamento Farmacológico: A aminotriptilina, em doses baixas ( 10mg - 25mg/ dia), a fluoxetina, o diazepan e outros miorrelaxantes, ansiolíticos, indutores do sono, antiepiléticos, (o topiramato em doses até 75mg/dia tem-se mostrado útil), assim como alguns analgésicos como o paracetamol, com e sem codeína, os salicilatos, o tramadol, revelam alguma eficácia. Os carticoesteroides, devido aos efeitos secundários e à quase ineficácia, são de Evitar! 2 - Tratamento Psiquiátrico: O apoio psiquiátrico nunca deve ser de descurar, sempre que se revele necessário, sob a orientação de médico psiquiatra com experiência em dor. 3 - Psicoterapia Coadjuvante: Particularmente útil nas áreas Cognitiva / Comportamental: Aprender a viver com a doença e aceitar as suas limitações, assim como aprender a lidar com o stress. Técnicas de Bio-Feedback têm-se mostrado úteis. 4 - Fisioterapia: Apenas quando individualizada e efectivada por técnicos com experiência nestes doentes. 5 - Exercício Físico: Fundamental, se adaptado às condições do doente. Aconselha-se, essencialmente, a caminhada e natação (sem grande esforço), em ambientes agradáveis e tépidos. É importante não descurar o Exercício Físico, porque a inacção para que tendem os doentes de Dor Crónica, acarreta consequências psíquicas e físicas como Depressão, Obesidade, Atrofia Muscular, Osteoporose, atralgias, tudo situações que acabam também e por si só, gerar doença. 10 - A FIBROMIALGIA E O DOENTE: Como em qualquer outra doença dolorosa crónica e tendencionalmente incapacitante, estes doentes apresentam-se muito queixosos, com níveis de auto-estima baixos, angustiados, revoltados, não compreendidos e uma história de grande dificuldade em gerir a sua vida familiar, laboral e social. A FAMÍLIA: Factor primordial, para o melhor e para o pior, na evolução destes doentes. Muitas vezes não colabora, acusando o doente de "preguiçoso", "piegas" ou "desequilibrado" emocionalmente. Normalmente, após elucidado, o agregado familiar passa a colaborar, sendo de grande importância, pelo suporte que pode dar ao doente. Por vezes, a própria família precisa de Apoio. O TRABALHO: Devido às características da doença, a rentabilidade baixa, o que, muitas vezes, acarreta acusações dos colegas e superiores hierárquicos, criando um meio hostil. Devem-se diminuir os níveis de Stress do doente, respeitando os seus Ritmos de trabalho e/ou mudando de Actividade profissional. A SOCIEDADE: Normalmente, a incapacidade inerente à doença implica uma marcada diminuição da quantidade e qualidade da Vida Social destes doentes, assim como um aumento de gastos com o consumo de Serviços de Saúde e da Segurança Social, com faltas ao trabalho e Reformas precoces. O Estado português ainda não facilita a estes doentes os direitos que lhes deveriam ser atribuídos, de acordo com o reconhecimento da patologia já existente, revelando-se duplamente penalizante para o doente e agregado familiar. A EQUIPA DE SAÚDE: É fundamental Acreditar no sofrimento do doente, Ser Solidário, Não desistir, estar Disponível e Atento, Aprender e Ensinar e Nunca esquecer que o doente de fibromialgia também é passível de desenvolver outras doenças. O MÉDICO DE FAMÍLIA: Cremos ser a base da Gestão destes doentes, porque os conhece individualmente desde há longos anos, conhece as famílias e tem a sua confiança, o ambiente laboral e os factores de risco individuais. São factores fundamentais para um adequado Diagnóstico Diferencial, Seguimento e Intervenção Terapêutica, assim como pela proximidade e acessibilidade ao doente. AS ASSOCIAÇÕES DE DOENTES: Fundamentais na Divulgação da Doença, quer na Sociedade em geral através dos Média, quer na Classe Médica, através da Organização de Eventos Científicos, de que esta Revista é um exemplo. Muito importante, também, no Apoio Individual ao doente, quer através de troca de experiências, quer através da Orientação para os locais mais idóneos, onde procurar Tratamento, assim como organizações de Sessões de Esclarecimento individual e colectivo, orientadas para os doentes, familiares e Sociedade em geral. Fundamentais, enquanto Grupo de Pressão sobre a Classe Médica, Órgãos de Soberania e todos os Cidadãos, no sentido de uma melhor compreensão e uma Resposta Mais Eficaz Aos Doentes! Sanchez Silva - Médico (Assistente Graduado de Medicina Geral Familiar) Presidente do N.A.F. (Núcleo de Apoio à Fibromialgia) |
exercícios físicos leves diminuem dores da fibromialgia
Pesquisadores dizem que acto de deixar o elevador e subir de escada já ajudam a reduzir a dor
A fibromialgia é uma forma de reumatismo associado à sensibilidade frente a um estímulo doloroso. As dores geralmente são sentidas no músculo, tendões e ligamentos.
A pesquisa mostrou que ao encorajar os pacientes que tem a doença a mudar seu estilo de vida pela maneira de exercitar-se, seja com uma pequena caminhada, o que os cientistas chamam de LPA (“Lifestyle Physical Activity, na sigla em inglês), podem reduzir as dores e as dificuldades nos movimentos causadas pela doença.
O grupo liderado pelo pesquisador Kevin Fontaine investigou os efeitos de 30 minutos de LPA por cinco a sete dias por semana nas dores e nas funções físicas de 84 pacientes com fibromialgia.
Segundo ele, a fibromialgia atinge 2% da população americana. O problema afeta cerca de oito vezes mais mulheres do que homens.
Embora os exercícios tenham se mostrado benéficos, os sintomas geralmente criam obstáculos que desanimam muitos a se exercitar constantemente para conseguir estes benefícios.
O LPA envolve exercícios de intensidade moderada feitos diariamente, como andar pelas escadas em vez de usar o elevador, fazer caminhada e jardinagem. No estudo, os participantes aprenderam exercícios mais intensos o suficiente para causar uma respiração pesada, mas não tanto a ponto de eles não conseguirem manter uma conversa. Durante as sessões, eles aprenderam a lidar com os sintomas, a monitorarem a si mesmos, e, por fim, aprenderam a ser mais ativos fisicamente.
No fim do estudo, os pacientes aumentaram em 54% o número de passos dados diariamente e os índices de dor caíram drasticamente, diz o pesquisador.
- Entre os sintomas comuns da fibromialgia, o corpo tem dores e fadiga, o que torna a realização de exercícios tradicionais difícil . Mas nos mostramos que o LPA pode ajudá-los a ser pelo menos mais ativos fisicamente e que isso ajuda a melhorar seus sintomas.
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